sábado, 30 de outubro de 2010

Rapidinhas do Debate

Serrinha insistiu na saúde! Ele quer trazer a assepsia de sua personalidade aos pobres!Esteriliza os pobres e exterminaremos a pobreza!

Serrinha, quando falava de educação, falava da produção de mão-de-obra barata. Igualzinho ao que o PSDB fez em São Paulo. Mão-de-obra barata para continuar servindo à tchurma dos Jardins.

Serrinha falou do impostômetro de R$1 trilhão. Esqueceu que a maior arrecadação é no Estado de..........., que por sua vez, foi governado por 16 anos (agora iremos aos 20, o coração aperta...), pelo...tchanram!

E o governo federal investe na educação do Ensino Médio e Superior, por que a educação básica é atribuição dos Estados e Municípios. O que aconteceu com o Estado de São Paulo? Tem semi-analfabeto por todos os lados. É uma epidemia que já chegou à universidade!

E as universidades federais? Ainda não estão nos trinks, mas a bagunça do FHC, aquele que nos disse para esquecermos tudo o que ele escreveu, já está sendo arrumada.

E por falar em universidade pública, em especial nas carreiras de licenciatura, onde ficariam as ciências humanas na fatia da arrecadação de impostos? "Tem um lugar especial no nosso coração", assim disse um ex-presidente da FAPESP, há quase dez anos atrás.

O baixo clero da Ordem dos Descendentes dos Bandeirantes se incomoda com bolsas que sustentam a "indolência" dos não-paulistas. Esquecem-se de olhar ao redor, com os investimentos inclusivos muito mais globais.

Mamis está brigando comigo por torpedo! Não poderia deixar de manifestar minha oposição àquele que está provocando uma bagunça na minha vida familiar.

PSDB não!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mamãe cortou relações comigo

Que mamãe tem seu coraçãozinho azulado pelas cores tucanas, não é novidade para os visitantes desse blog (Ver Amor Tucano). Agora, cortar relações com a filha porque ela não vai votar no Serra é amar demais essa porra desse partido.
Agora que eu não voto no Serra mesmo! Virou uma questão pessoal!

Não adianta, tenho sangue "vermelho" correndo nesse corpo. Não posso votar nesses malditos almofadinhas. Agitadores políticos de gabinete, como líderes estudantis, gente tão "limpa" que tem propostas que me remetem a uma higienização social, gente que protege o patrimônio da tchurma dos Jardins com unhas e dentes, gente que alimenta o ódio da classe média alta aos pobres.

AMAs, AMEs e afins, serão construídos bem longe das pequenas fortalezas semi-feudais para não ameaçarem esta suposta ordem. A ordem da desigualdade. A ordem dos bacharelescos, a Ordem dos Descendentes dos Bandeirantes. Que afinal, "sustentam" todo o restante do país com o "suor" de seu trabalho. E que, diga-se de passagem, está perdendo para o bolsa-família seu contingente de mão-de-obra barata, que por sua vez, sustenta todo o seu patrimônio.

Serra, o feto mal formado, entra na reta final de sua campanha utilizando de argumentos muito parecidos com aqueles proferidos pela turma da Marcha da Família às vésperas do Golpe Militar. Só falta ele afirmar que se a Dilma ganhar, o pessoal da fatia do PIB vai ter que dividir apartamento triplex com os mendigos dos seus arredores. Pânico!

Serra e Dilma fazem parte da mesma geração acusada de acabar com todos os "sonhos". De, após lutarem, por sei lá o que, mas na contra-mão de uma ordem vigente, serem diplomados como serviçais do grande capital. Fazem parte da geração que colocou a cerejinha em cima de um monte de merda.

Eleição difícil essa. Me atenho à transferência de renda. E ao mal que os tucanos dos infernos infligiram à minha família!

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Mas que os "vermelhos" são mais divertidos, isso sim! Deve ser a tal da indolência, considerada tão nociva pelos tucanos comuns.

http://www.conversaafiada.com.br/
http://byebyeserra.wordpress.com/

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Esquizofrenando

Aí eu fico vendo umas coisas por aí e penso: "porque comigo não é assim?".
E, caralho, dando uma olhada rápida pela minha história vejo que não teria como ser "assim" mesmo. Quando eu era pequena, na feira, eu só queria que minha mãe comprasse um suquinho que vinha dentro de um brinquedo vagabundo de plástico. Eu só queria assistir Chaves. Eu só queria morar no condomínio classe média emergente que todos os meus colegas de escola moravam. E embora eu não acredite no "assim", eu o desejo, às vezes. Porque o "assim" parece uma dança milenar da normalidade, tão bem estruturada que fica difícil não crer nela.
Mesmo assim, eu duvido.
E ando implacável com a vida nos últimos dias. Ninguém tem passado incólume pelo meu crivo interno. E está tão difícil!

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Terapeuta.

- Vim de bicicleta hoje.
- ...
- É, fui até tal lugar e depois ia fazer um negócio que não deu certo. Por isso cheguei mais cedo.
- E, que negócio era esse?
- Nada, só iria fazer as unhas.
- E porque não deu certo? Você às roeu?

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Outra do terapeuta.

- Queria saber andar de bicicleta sem as mão no guidão.
- Para quê?
- Para passar pela fila do congestionamento fazendo assim (gesto de "se foderam").
- Ao fundo, uma trilha do Beach Boys.
- É!
(...)
- Sabe o vocalista do Beach Boys? Era tão feliz que esquizofrenou.

Adotei o verbo para engrossar meu vocabulário.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Julia Roberts do terceiro mundo

Fazendo as unhas. A manicure curte um cineminha. Sempre vem com novidades. Não fazem meu tipo, mas a gente joga uma conversinha fora, pra passar aquele tempo chato:

- Fui assistir "Comer, rezar e amar".
- E aí?
- Ah...é a história de uma mulher que sofre uma desilusão, sabe? Aí ela fica meio pra baixo, meio depressiva. Aí ela começa comendo. Depois decide viajar o mundo. Vai pra Índia, China...esses lugares, sabe? Aí ela fica rezando. E depois, quando volta, encontra um grande amor. Um filme muito bonito, sabe? A moral da história é que blá,blá,blá...
- E ela era pobre, no filme?
- Não.
- ...
- ...
- ...
- É, né?
- ...

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Fui assistir a um filme legal, chamado "Reflexões de um liquidificador".

Dentro da sala. Um filme começa. Um molequinho judeu ganha uma câmera do avô judeu e começam a filmar sua vida judia. Era legal, engraçado...lembrava uma coisa universal de vó de São Paulo. Bifinho, batata frita, essas coisas. Mas tinha aquele papo Auschwitz e tal. Uma câmera trêmula e irritante. Comecei a xingar em pensamento a amiga que sugeriu o filme. Tem gêneros de filmes que me cansam. Com todo o respeito, esse é um deles. Filme de alemão na segunda guerra, também. Filme de retirantes brasileiros, também. Filmes de professores branquinhos que vencem barreiras no Bronx, também. Filmes de homossexuais que morrem no final, também. Nunca vi um filme sobre homossexuais que terminasse com final feliz! E isso até que é verossímel... Passo longe, então, de alguns "filme-denúncia".

Mas não era o filme que fomos assistir, apenas um curta.

E, de repente uma atriz de stand-up, entrou no meio da sala, acendeu a luz, contou meia dúzia de piadas cretinas e se foi...

Abestada fiquei.

Se eu soubesse teria ido no filme da Julia Roberts. Cinema de culturete é um inferno.

Prontofalei!

domingo, 3 de outubro de 2010

Dá-me corda!

Se, a pessoa com a qual eu passo mais tempo, que me é mais íntima no momento, tem 12 anos e não tem nenhum grau de parentesco comigo, então algo está errado.
Mas, nem tudo está perdido. Pois me encontrei com pessoas que mal vejo, mal converso e estão sempre perto. Nos diálogos internos, nas lembranças, na amizade e intimidade que nunca se esvaem.
E é tão confortável!
Porque depois de um dia que começou estranho, a tarde foi caindo sorridente e encontro os meus queridos que me deixam ser à vontade, ser qualquer coisa sem importância. Nada exigem de mim. Que ouvem as minhas baboseiras e sorriem, como sorriem aqueles que lhe conhecem por telepatia. Que sorriem com o maior carinho do mundo, porque a Coala é isso aí.
Na despedida, desculpo-me por qualquer coisa. E mais risos.
E rio por dentro quando penso na resposta: "A amizade é a mesma". Sempre.